30.9.08

Notícia do Correio do Minho - Encontrões da imagem

Catarina M. e Silva Os representantes dos espaços Museu Nogueira da Silva, Velha-a-Branca, Livraria Centésima Página e Espaço Cultural Pedro Remy — que com o Museu da Imagem constituem os ‘Cinco em Linha’ — reuniram-se, ontem, para expressar a sua solidariedade e descontentamento pelo facto de a 19ª edição dos ‘Encontros da Imagem’ ter sido, mais uma vez, adiada.Recorde-se que o evento na área da fotografia foi adiado para Março do próximo ano, por ausência de financiamento do Ministério da Cultura.Apesar de não estarem incluídos no programa dos ‘Encontros da Imagem’, estes espaços culturais tinham preparada u- ma agenda paralela ao acontecimento, a que deram o nome de ‘Encontrões da Imagem’ e que vão manter, como forma de homenagem aos ‘Encontros da Imagem’. Desta forma, todos os espaços acima mencionados, no âmbito do projecto ‘Cinco em Linha’, inauguram no próximo sábado, pelas 17 horas, as exposições fotográficas que cada recebe.O presidente da direcção do Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, Luís Tarroso Gomes, acredita que os Encontros da Imagem assumem importância, “quer para artistas portugueses, quer para artistas estrangeiros” e que a mostra se caracterizava pela “ousadia” de utilizar espaços pouco comuns, como se verificou com a fábrica Confiança.Já a responsável da Livraria Centésima Página, Maria João Lobato, considera que, “para além de mobilizar em termos económicos”, com os ‘Encontros da Imagem’, Braga “fica no mapa nacional de cultura”, pelo que o adiar do evento “retira a cidade do circuito que a coloca no interesse nacional”. O representante do Museu Nogueira da Silva, Carlos Corais, explicou que este espaço tinha programada, no âmbito dos ‘Encontros da Imagem’, a exposição de uma artista finlandesa, que com o adiamento não se verificou. Para preencher o espaço vazio na agenda, o museu vai apresentar o trabalho de um jovem talento nacional, “uma solução feliz”, mas que “transmite alguma insegurança”.Já Pedro Remy considera que com esta decisão, “Braga foi, mais uma vez, castigada pelo Ministério da Cultura, que não foi razoável com a cidade enquanto estrutura cultural”.

1 comentário:

Anónimo disse...

Segundo um post anterior, nos próximos anos, não hà projectos para a àrea da cultura na cidade de Braga.
Para piorar a situação, neste post, verificamos que os poucos projectos que hà são cancelados.